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Assédio moral nas relações de trabalho

Queridos leitores, hoje falaremos sobre o Assédio Moral, um tema que para alguns ainda é um mito, porém é tão antigo quanto o trabalho e bem mais corriqueiro do que se imagina.
 
Tal fenômeno pode ser definido como uma humilhação, levando a exposição dos trabalhadores em situações de constrangimento durante a jornada de trabalho fazendo surgir o sentimento de ser rebaixado, ofendido, inferiorizado e menosprezado.
 
Na prática, caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização.
 
A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos demais.
 
Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados, associados ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, frequentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o “pacto da tolerância e do silêncio” no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, “perdendo” sua autoestima.
 
Por seu turno, nos dias de hoje para quem acha que o Assédio Moral ocorre apenas em situações isoladas, veja que não é bem assim, em recente pesquisa realizada pelo site Vegas.com, onde foram ouvidas 4,9 mil profissionais, 52% disseram ter sofrido algum tipo de abuso sexual ou moral, mas apenas 12,5% das vítimas fizeram denúncia.
 
Nos resultados, o assédio moral foi identificado como o tipo de abuso mais comum, apontado por 47,3% dos profissionais que responderam a pesquisa, enquanto 9,7% disseram ter sofrido assédio sexual. Entre os entrevistados, 48% disseram não ter sofrido assédio, ao passo que alguns entrevistados declararam ter sofrido os dois tipos de assédio.
 
Mas os resultados mostram que, enquanto o assédio moral foi relatado em proporções semelhantes por homens (48%) e mulheres (52%), o sexual é quatro vezes mais comum entre elas: 80% das pessoas que disseram ter sido vítimas de abuso são do sexo feminino.
 
Com relação à vítima, aconselhamos que esta deva imediatamente informar aos seus superiores o que está acontecendo e se possível de forma escrita, solicitando um posicionamento de seu superior hierárquico. Caso as agressões continuem a acontecer, a melhor atitude a ser tomada é procurar um advogado que irá auxiliá-lo a garantir seus direitos e principalmente sua integridade psicológica.
 
Por tudo isso, o assédio moral é um tema de grande relevância e deve ser considerado e neutralizado pelas empresas, eis que mesmo sem o conhecimento da empresa, ela será responsabilizada pelos danos materiais e morais causados nos casos comprovados por seus funcionários a outros de sua organização. Por isso, o clima organizacional deve ser fiscalizado de perto pelas empresas, visando atenuar e até mesmo erradicar este mal que assola o ambiente de trabalho.
 
Por tudo isso, importante que o empregador e empregado fiquem sempre atualizados e exijam e façam valer os seus direitos. Fique atento! Na dúvida, consulta seu advogado.
 
 
Artigo escrito pelo advogado GUSTAVO CANUTO CHAVES, OAB/MG 132.288, com atuação nas áreas Trabalhista e Previdenciária

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